Vale a pena fazer uma holding familiar?

Ação tem ganhado mais adeptos nos últimos anos

Ninguém gosta de pensar nisso, mas em caso de empresas familiares, quando falece um sócio, pode virar uma dor de cabeça resolver as burocracias e os conflitos entre herdeiros. É para isso que serve as holdings familiares, uma espécie de empresa que administra o bem de uma ou mais pessoas que pertencem à mesma família.

Em geral, a holding facilita a transição dos bens para as próximas gerações, com um processo mais simples e econômico. Ela é voltada para pessoas com grandes patrimônios ou para empresas familiares. Geralmente o dono ou fundador deseja deixar os bens para um sucessor específico.

A palavra que mais traduz a holding é planejamento, se você deseja se preparar para o futuro, essa ação pode ser um bom caminho a ser seguido. Isso porque ela possibilita, ao mesmo tempo, planejamento tributário, financeiro e sucessório.

Geralmente ela é uma sociedade limitada e pode ter dois tipos. O primeiro é a holding familiar pura, é somente controladora, assim, seu objetivo é administrar os bens e sociedade. Já a holding familiar mista, também é controladora, contudo pode explorar outras atividades empresariais.

Algumas questões surgem quando se fala nesse assunto, uma delas é como o herdeiro pode usufruir desse patrimônio. Existe uma cláusula que garante incomunicabilidade, inalienabilidade e impenhorabilidade. Significa que o sucessor não pode transferir ou dividir o patrimônio em caso de casamento. Além disso, ele fica impossibilitado de utilizar suas cotas como garantia de dívida ou penhora, e mais, não é possível vendê-las para quem não pertence ao conjunto familiar.

Todas essas regras evitam os conflitos tão comuns entre os familiares, já que eles já têm noção de antemão como as normas funcionam. Além disso, são sinônimos de blindagem e segurança patrimonial.

Uma outra vantagem da holding está diretamente relacionada ao inventário. Você já deve ter ouvido falar ou até mesmo já ter lidado com a dificuldade deste processo, seja por conta dos gastos financeiros ou por conta das regras burocráticas. Ao fazer um inventário, você paga o Imposto Estadual de Transmissão Causa Mortis, ou ITCMD, responsável por maior parte dos custos. A holding facilita esse processo, afinal, os bens já não estarão mais no nome da pessoa física que faleceu, mas sim atrelados à empresa.

Após descobrir tantas vantagens, é o momento de saber como fazer uma holding familiar. Neste caso, deve-se contar com profissionais capacitados do jurídico e do financeiro. Recomenda-se contratar especialistas de confiança, eles farão uma grande avaliação do seu patrimônio e criarão uma estratégia específica que esteja de acordo com os seus desejos e particularidades, assim você garantirá a proteção dos seus bens. Vale lembrar que é importante escolher bem os sócios que farão parte da holding e a parcela de participação de cada um. 

O sucesso desse plano depende da colaboração dos envolvidos somado ao bom planejamento. Uma liderança firme, um plano orçamentário sólido e uma holding com regras claras podem fazer a diferença na sua empresa.