Aposentadoria tranquila também depende da saúde

A partir de 59 anos, os custos com a saúde aumentam até seis vezes, comparados aos de indivíduos jovens

 

Pesquisas realizadas pelo Instituto de Estudos de Saúde Complementar (IESS) demonstram que os gastos com a saúde aumentam com a idade. A partir de 59 anos os custos aumentam até seis vezes, comparados aos de indivíduos jovens. Parar de envelhecer ainda não é possível, mas dá para manter boa saúde mesmo depois da aposentadoria e diminuir esse peso no bolso. Para isso, a melhor saída é a prevenção. E quanto antes você começar a “poupar” sua saúde, melhor.

Os investimentos na saúde são basicamente três: realizar check ups regularmente, apostar numa alimentação saudável e fazer atividades físicas. A avaliação de saúde deveria ser realizada anualmente a partir dos 18 anos, quando o corpo já chegou aos parâmetros da fase adulta, sugerem os especialistas.


“Todos esses parâmetros, mesmo os normais, devem ser anotados pelo médico para serem comparados no futuro quando houver suspeitas de doença”, explica o doutor Marcelo Ferreira, cardiologista da Fundação do ABC. Além disso, em um primeiro check-up pode ser diagnosticado um distúrbio que ainda não apresentou sintomas e que poderá ser tratado com sucesso pela intervenção precoce.

Cardápio saudável 
O excesso de gorduras, de açúcar e farinhas, aliado à escassez de vegetais e grãos, quase sempre têm como resultado a obesidade, que desencadeia problemas como diabetes, doenças cardíacas, hipertensão arterial, problemas nos ossos e articulações, disfunções no fígado e até mesmo distúrbios psicológicos. Como as alterações provocadas pelo excesso de alguns alimentos e pela falta de outros, são cumulativas, o ideal é aprender a fazer boas escolhas desde a infância, evitando o excesso de peso. “É possível prevenir a obesidade e manter a saúde com ingestão adequada de carboidratos complexos (grãos, cereais e tubérculos) e proteínas, diminuição das gorduras e do sal, e maior quantidade de fibras na dieta. Também não podem faltar as vitaminas presentes nas verduras, frutas e legumes. E evitar doces e frituras, muito calóricos, também é bom para o organismo”, ensina a médica Maria Angela Zaccarelli Marino, professora de Endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC.

Maturidade ativa
Na lista dos bons hábitos, as atividades físicas devem constar nos primeiros lugares, junto com a alimentação saudável. “A prática de exercício físico deve ocorrer durante toda a nossa vida, porém, com o envelhecimento ela se torna ainda mais importante. A inatividade produz limitações nas articulações que dificultam ações simples, como amarrar o cadarço dos sapatos, por exemplo. O coração, por sua vez, por falta de treino fica sem capacidade para aguentar esforços”, diz Ana Paula Guarnieri, professora de Saúde do Idoso do curso de Enfermagem da Faculdade de Medicina do ABC.

São várias as vantagens da prática de atividades físicas na maturidade, destaca a especialista. Além de manter a forma e melhorar a resistência, os exercícios regulares também contribuem com o equilíbrio – o que ajuda a prevenir quedas – e a flexibilidade, que acelera a recuperação de lesões nas articulações. A atividade física também ajuda na prevenção e no combate a doenças próprias do envelhecimento, como reumatismos, dores lombares, diabetes, hipertensão e distúrbios cardiovasculares, e contribui até para fazer novos amigos, melhorar o astral e prevenir a depressão.

As atividades mais indicadas para você começar hoje e continuar até depois da aposentadoria são aquelas que você mais goste: caminhar, dançar, nadar, você escolhe. O importante é fazer uma avaliação física antes de iniciar e, depois, manter regularidade, exercitando-se pelo menos três vezes por semana.

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